O Museu Comunitário

O Museu Comunitário foi um projeto realizado em 2015 que tinha como finalidade a construção de um museu temporário constituído apenas por objetos emprestados pelos habitantes da zona de Vila Chã, na cidade do Porto, local de realização de um intenso programa de dinamização cultural promovido pela município, onde o museu se veio a instalar. O objetivo era fomentar o debate em torno dos conceitos de património, identidade e representação, quer para as pessoas que emprestavam os objetos quer para os visitantes do museu. Procurávamos, assim, promover uma reflexão sobre a forma como as pessoas representam os lugares onde vivem através de conjuntos de objetos, ativando, desta forma, diferentes perceções do lugar.

O projeto começou com uma abordagem inicial aos habitantes que estavam dispostos a participar. Uma pergunta inicial era realizada: “Se tivesse que escolher um objeto que representasse a sua relação com esta zona, qual seria?”. Dependendo do objeto indicado, perguntávamos se a pessoa poderia emprestá-lo para fazer parte do museu; em contrapartida, uma fotografia poderia ser utilizada em seu lugar. Os objetos reunidos foram organizados num museu, uma estrutura efémera construída apenas com materiais velhos e descartáveis ​​disponíveis no bairro. O museu esteve em “funcionamento” no Largo da Rua Chã durante a primeira semana de maio de 2015. A visita ao espaço despoletava, principalmente entre a população local, conversas sobre o passado do bairro, evocando memórias partilhadas; mas também servia para refletir sobre a realidade presente do lugar, questionando-se a entrada em cena de novos habitantes e comerciantes.


Apesar de não termons ainda criado o coletivo alhures nesta altura, consideramos que este é o primeiro projeto onde os nossos princípios e ideias foram transformados em prática.

O Museu Comunitário foi criado e desenvolvido por Maria Manuela Restivo e João Moreira, com a colaboração de Luciano Moreira, Nuno Ferreira e Vera Carmo. A estrutura do Museu foi concebida e construída por Patrick Hubmann e Diana Sá. O projeto contou com o apoio financeiro do Município do Porto no âmbito do programa Locomotiva.